NOTÍCIAS
JULIANO DI PELLI É CAMPEÃO DO WORLD TRIAL RIO 2013
Campeão vai para Abu Dhabi
25/01/2013

Maringaense campeão de jiu-jitsu Superação. A palavra integra a rotina de Juliano Di Pelli Machado, 25 anos. O jovem, que já foi pedreiro, resolveu se dedicar ao esporte. Hoje, para sobreviver, trabalha como segurança e ganha por noite, fazendo bicos. O Jiu-jitsu foi a opção escolhida por ele. Após muito treino, o resultado veio no fim de semana. Com pouco mais de dez meses de dedicação, ele conquistou um dos torneios mais disputados do País. Na seletiva que dá acesso ao campeonato mundial, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, realizada no Rio de Janeiro, Machado foi o campeão na faixa branca. Ele representou a equipe do Centro de Treinamento Maringá (CTM) Nova União.

Juliano Machado exibe as medalhas e o "passaporte" que dá direito a lutar nos Emirados Árabes Unidos.
"Foi um trabalho de equipe. Quero agradecer a todos os meus colegas de treino e a meu professor. Sem eles, não conseguiria trazer o título para nossa cidade", destaca. No Brasil, ainda serão realizadas duas seletivas. Uma em Manaus (AM), em fevereiro, e outra em Gramado (RS), em março. Mas, agora, o maringaense vai se concentrar nos preparativos para o mundial, a ser realizado, em abril deste ano.
"Vamos focar para que ele seja campeão do mundo. Vai ser difícil, mas se o Juliano venceu a seletiva do Rio, tem boas chances de trazer uma medalha do Oriente", avalia Edenilson Lima, professor e técnico do atleta maringaense.

29 seletivas são realizadas no mundo inteiro, para definir quem vai competir no Oriente Médio. Além da medalha, com a conquista da seletiva carioca, Machado ganhou a passagem, a inscrição e a hospedagem dele em Abu Dhabi. A premiação do mundial chega aos 80 mil dólares, a ser dividida entre os campeões.
As duas seletivas que restam, dão a outros brasileiros a oportunidade de disputar o campeonato. "Preparo outros atletas para a seletiva de Gramado. Trabalho muito a parte técnica e física", ressalta Lima.

Para chegar ao Rio, Machado contou com a solidariedade de alguns parceiros e também bancou do bolso parte das despesas. Ele foi de avião, porque ganhou a passagem, mas voltou de ônibus. A situação vivida por ele é comum aos atletas que disputam campeonatos em vários esportes.
"Precisamos sempre correr atrás de patrocinadores, porque a despesa é alta. Aos poucos, as pessoas mudam o conceito sobre a arte marcial, mas teríamos muito mais campeões se tivéssemos mais incentivo", opina o professor. Além do valor da inscrição, para chegar a um campeonato, o atleta precisa custear a passagem e a hospedagem.